Lula ataca Moro e diz estar no jogo para presidência em 2018

Instituto Lula

A medida foi informada pela defesa do ex-mandatário neste sábado (15/07). A defesa entrou com recurso ao juiz Sergio Moro [VIDEO] afim de esclarecer "omissões e contradições" presentes na sentença. A Lei da Ficha Limpa, sancionada por Lula em 2010, estabelece que são inelegíveis aqueles "que forem condenados por crimes diversos, entre eles o de lavagem de dinheiro".

A reformada também declarou ter esperança que Lula da Silva consiga reverter a sentença com o recurso que os seus advogados prometem apresentar noutro tribunal brasileiro de segunda instância.

A vitória do presidente Michel Temer na Comissão e Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados é o principal destaque dos jornais nesta sexta-feira (14). "Mas é uma decisão em primeira instância, e nós temos certeza de que ela será revertida nas instâncias superiores", completou Martins.

O coordenador nacional do MTST, Guilherme Boulos, que fez duras críticas à condenação de Moro e ao atual governo em suas redes sociais, postou em seu Twitter que não há nenhum prova para tal sentença.

Em seguida, desistiu do depoimento de Hage e aceitou que o testemunho do ex-ministro na ação do tríplex fosse compartilhado.

Lula pegou o microfone e começou a sua fala dizendo que "o estado de direito democrático está sendo jogado na lata do lixo".

O que levou Lula ao poder foi a mudança da estratégia de campanha.

As entidades populares afirmaram que Lula poderá participar do ato, mas a assessoria do ex-presidente não confirmou.

Das 22 solicitações de retirada até agora, o juiz recusou apenas uma: a de Clara Ant, diretora do Instituto Lula, porque o Ministério Público Federal queria questioná-la.

Lula foi sentenciado por corrupção e lavagem de dinheiro em razão do suposto recebimento de R$ 3,7 milhões de propinas da OAS, no tríplex do Guarujá. Nomes como o do ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad e do senador Lindbergh Farias (RJ), ambos do PT, chegam a ser ventilados, caso o ex-presidente esteja inviabilizado para a disputa.

Para o jornal britânico The Guardian, "a sentença marca uma chocante queda para Lula, o primeiro presidente brasileiro vindo da classe trabalhadora, que deixou o cargo seis anos atrás com 83% de aprovação".

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